Ministro da Economia visita o Complexo Químico de Estarreja

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O Complexo Químico de Estarreja (CQE) recebeu no passado dia 13 de março a visita do Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, que assim conheceu de perto a relevância deste cluster da Indústria Química nacional e as oportunidades e desafios para a sua competitividade. O evento contou com a presença de João de Mello, CEO da CUF, Jon Bilbao, Diretor Geral da Dow para Portugal e Espanha, Cristina Ballester, Diretora Geral da Air Liquide para Portugal e Espanha, e de Luís Montelobo, Delegado Representante do Conselho de Gerência da CIRES, além de outros  executivos das empresas do CQE.

Composto pelas empresas CUF, Air Liquide, CIRES e Dow Portugal, o Complexo é um site de produção petroquímica de ponta, que desempenha um papel determinante na economia portuguesa, nomeadamente ao nível regional, através do município de Estarreja e da região de Aveiro. Garante quase 500 postos de trabalho diretos, 418 milhões de euros de exportações e 209 milhões de euros para a balança comercial.
 
A visita do Ministro da Economia ao CQE teve início na fábrica da CUF, onde foi recebido por João de Mello, CEO desta unidade: “A CUF, tal como as restantes empresas do Complexo Químico de Estarreja, tem realizado uma forte aposta em inovação e eficiência. Esta aposta é fundamental para conseguir mitigar, ainda que apenas parcialmente, os custos de contexto, onde o Complexo Químico de Estarreja se vê em desvantagem face aos grandes complexos petroquímicos europeus. Entre estes custos, destaca-se a Energia; as tarifas para grandes consumidores são substancialmente superiores às de outros países europeus, dificultando investimentos adicionais e colocando desafios à manutenção dos empregos, exportações e valor económico global gerados neste Complexo.”


Jon Bilbao, Diretor-Geral da Dow para Portugal e Espanha, referiu que: “É uma honra poder contar com a visita do Ministro à nossa fábrica de Estarreja, que possui tecnologia de ponta para a produção de PMDI, matéria-prima fundamental para a indústria dos poliuretanos. Recentemente, ultrapassámos a capacidade nominal de produção e seguiremos investindo em melhorias tecnológicas para responder às necessidades do mercado e dos clientes, mantendo altos padrões de segurança e sustentabilidade”.
 

Para Cristina Ballester, Diretora-Geral da Air Liquide para Portugal e Espanha: “A capacidade da Air Liquide para acompanhar os seus clientes, proporcionando-lhes os mais elevados standards em termos de qualidade, segurança, fiabilidade e eficiência, baseia-se numa relação de confiança mútua, com um objetivo comum e partilhado: a competitividade. Este compromisso encoraja-nos a continuar a trabalhar no desenvolvimento de projetos que, graças à inovação e a um espírito de melhoria contínua para a sustentabilidade, nos ajudam a incrementar a eficiência, para que os nossos clientes do CQE alcancem as suas metas.”
 
Luís Montelobo, Delegado Representante do Conselho de Gerência da CIRES, salientou a estratégia da empresa; de inovação tecnológica, desenvolvimento de novos produtos de maior valor acrescentado e de liderança no mercado ibérico, destacando como primordial necessidade o CQE dispor de uma infraestrutura energética competitiva em termos europeus. 


O impacto total do CQE na economia nacional está muito além dos seus efeitos diretos. Estima-se que a sua atividade, direta e indireta, corresponda a cerca de 940 milhões de euros de produção, o equivalente a 0,3% do PIB total de Portugal. Mas não só. A atividade do CQE é responsável por 3.100 postos de trabalho (0,07% do total nacional) e por 287 milhões de euros de valor acrescentado bruto (0,17%) – valores estes que reafirmam a sua importância estratégica para a economia portuguesa.