PACOPAR ajuda a concretizar projeto da UA e AEE sobre qualidade do ar

19Nov

O ar limpo é considerado um requisito básico para a saúde e bem-estar humano, estando consignado no 11º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. É o recurso natural mais importante do nosso planeta porque sem ele o ser humano não sobrevive mais do que três minutos.O ar limpo é considerado um requisito básico para a saúde e bem-estar humano, estando consignado no 11º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. É o recurso natural mais importante do nosso planeta porque sem ele o ser humano não sobrevive mais do que três minutos.

Desmitificar alguns temas como a qualidade do ar em Estarreja e solidificar a ligação entre as empresas do Complexo Químico e os alunos de Estarreja, estiveram na génese de uma parceria entre o Agrupamento de Escolas de Estarreja (AEE) e a Universidade de Aveiro, para dotar as escolas com equipamentos de monitorização de qualidade do ar recorrendo a microsensores, numa candidatura vencedora ao financiamento do PACOPAR.

Medir a qualidade do ar e fomentar o interesse pela ciência, com soluções que permitem um conhecimento técnico-científico rigoroso, será uma realidade a curto prazo na cidade de Estarreja. Para tal, este projecto conta com a aquisição de equipamentos de monitorização da qualidade do ar e com capacitação de docentes, em temas como Alterações Climáticas, Qualidade do Ar e Desenvolvimento Sustentável, para que possam usar os dados em tempo real nas suas disciplinas.

 

As redes de microsensores de baixo custo são uma nova tecnologia para uso em pesquisas e aplicações operacionais. Elas oferecem o potencial de aumentar gradualmente a resolução espacial da monitorização, fornecendo validação localizada de modelos e estimativas mais precisas de exposição, particularmente em locais que não possuem estações de monitorização de referência.

Com elevado potencial de crescimento, a utilização de microsensores para alimentar bases de dados robustas e confiáveis (big data), aliadas a bases de dados de cenários pré-simulados e tecnologias de informação, permite a identificação e compreensão das condições atuais e futuras de episódios críticos de poluição atmosférica. Deste modo, será possível dar respostas rápidas e direcionadas para a gestão de qualidade do ar local, evitando a exposição da população a níveis de poluição nocivos e, ao mesmo tempo, permitir o desenvolvimento de ferramentas inovadora de suporte à tomada de decisão.

 

Num município altamente industrializado, o desenvolvimento sustentável e a consciência de que o futuro da Terra depende da promoção do bem-estar, segurança e a proteção do ambiente, são os desafios que se impõe respeitar à qualidade de vida dos Estarrejenses e os princípios que tutelam o PACOPAR. Desta forma, foram entregues em no dia 21 de outubro ao AEE e UA os equipamentos, estando previsto estar à disposição dos professores, alunos e elementos do PACOPAR, e num futuro breve a toda a população.

 

“Quando se aborda a questão da qualidade do ar, verifica-se que as percepções gerais são frequentemente afetadas por preconceitos e ideias feitas, pelo que é de extrema importância que a discussão dessa temática seja feita à luz do conhecimento científico e dos dados obtidos pela utilização de meios adequados e rigorosos. Só assim se conseguem efetivamente diagnosticar corretamente os problemas, quando existem, e identificar as suas causas, para se poderem equacionar e implementar soluções”, ressaltou o engenheiro Pedro Gonçalves, diretor da Cires e do Secretariado do PACOPAR. “Assim, para além do mérito técnico e científico que o caracteriza, este projeto é especialmente importante pelo facto de permitir aos alunos e professores o contacto direto e continuado com estas técnicas e metodologias de análise da qualidade do ar. Realça-se também que o projeto resulta da colaboração entre a UA e o Agrupamento de Escolas de Estarreja, dois dos mais ativos membros do PACOPAR”, acrescentou.
 

O texto é de autoria de Johnny Reis, do Departamento do Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro